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O sindicato dos comerciários de Teresina (Sindcom) iniciou a campanha salarial para o ano de 2014. A categoria pede aumento de 15% mais o ticket alimentação, já o Sindicato dos Lojistas (Sindlojas), oferece 5,8% mais só negocia caso seja retirada a solicitação ticket.
De acordo com Paulo Santos, Secretário Geral do Sindicato dos Comerciários (foto abaixo), a alimentação dos trabalhadores representa um grande problema para a categoria. “Com o trânsito de Teresina, não há tempo hábil para que o trabalhador vá em casa e almoce, então estamos pedindo ticket alimentação, e ainda um local nas lojas maiores para o comerciário almoçar e descansar com dignidade”, comenta.

Em Teresina, há casos de lojas e supermercados que os funcionários são obrigados a almoçar no banheiro e descansar no chão dos depósitos. De acordo com o Sindcom, esse problema persiste nos shoppings da capital. “O publico alvo nas praças de alimentação não são os comerciários, tanto que um almoço custa em torno de R$30”, comenta Paulo Santos.
Banheiros utilizados pelos trabalhadores em uma loja da capital
O Sindcom representa trabalhadores do setor de comércio e serviços, e negocia com cerca de 10 sindicatos, além do Sindlojas, representantes patronais de supermercados, lojas de autopeças, entre outros.
Além dos pedidos, o sindicato comenta a falta de dignidade com que os patrões, geralmente de grupos empresariais piauienses, tratam os empregados.


Trabalhadores descançando após o almoço
“Nós já ouvimos de tudo, desde patrão que pede que um trabalhador divida uma quentinha com 4 pessoas, há pedidos que uma funcionária tire a licença maternidade antes do tempo, alegando que quando volta da licença, de seis meses, ela volta preguiçosa”, afirma o sindicalista.
Bebedouro usado por funcionários de uma loja
Mudança de horário
Os comerciários reclamam ainda de uma discussão para a posterior apresentação de projeto de lei de autoria do vereador e presidente da Câmara, Rodrigo Martins (PSB), caso seja aprovado o comércio da região do centro de Teresina passaria a abrir mais tarde, para que o horário não coincida com o horário de pico, quando abrem escolas e repartições públicas.
“Nós não fomos ouvidos, do jeito que está a mudança prejudicaria os trabalhadores que estudam a noite e já enfrentam dificuldade para chegar nas faculdades e universidades”, comenta.
O representante da categoria afirma que, caso fossem ouvidos, dariam a sugestão que o horário fosse compensado ao meio dia, como forma até mesmo de barganhar o ticket alimentação.
Segundo a assessoria do vereador, ainda não há um projeto formatado e as categorias, tanto patronal quanto laboral ainda serão ouvidas.
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