A presidente Dilma Rousseff me dá a impressão de ter um certo prazer
de se cercar de parvos, de gente temerosa que só sabe concordar com
tudo o que a Chefe diz ou acha.. Gente assim pode ter algum efeito
decorativo, mas simplesmente não tem qualquer valia para o exercício do
aconselhamento político.
Acompanhando as trapalhadas que a cada dia têm lugar no Palácio do
Planalto, vem à lembrança a fábula do alfaiate pilantra que propôs ao
rei fazer a roupa mais bonita do mundo, mas que só poderia ser vista
pelas pessoas inteligentes e perspicazes.
O rei aceitou a oferta e deixou o espertalhão abastecer-se de ouro e
seda no Tesouro real. Este surrupiou a riqueza.,sd ficou em seu tear,
fingindo tecer fios invisíveis, que todos alegavam ver, inclusive o rei,
para não não passar atestado de ignorância.
Um dia, a roupa inexistente ficou pronta, e todos se encantaram com
sua extraordinária beleza. Mas ao sair à rua, com toda a pompa e
circunstância, a verdade óbvia veio à tona, pela voz de uma criança que,
na sua inocência, proclamou que “o rei está nu”!
Assim parecem fazer os conselheiros da Presidente, praticando
tecelagem com fios invisíveis, se é que foram mesmo eles que a
instruíram a baixar outro pacote de medidas legais contra a corrupção,
como fosse esse o nó da questão que está trazendo a paralisia à vida
política do País.
O que conselheiros precisam dizer à Presidente é que corrupção não é
só o roubo explícito de recursos que pertencem ao Estado. Corrupção é
também a incompetência, a ineficiência, a adoção de políticas
desastrosas, fruto de decisões populistas tomadas com fins eleitoreiros.
Corrupção é misturar o público e o privado, no caso o público e o
partidário, como explicitamente recomendado em documento sobre
estratégia decomunicação, produzido por órgão diretamente subordinado à
Presidente. Corrupção é mentir incessantemente à sociedade, como se os
parvos fossemos nós!
Por trás de toda essa trapalhada está um único ponto, que é a
estratégia do PT de subordinar o Estado brasileiro à cartilha do PT.
Nesse aspecto, volto a insistir no que me parece um ponto essencial
para que o governo começo a recuperar o respeito que perdeu junto à
opinião pública: o imediato afastamento do professor Marco Aurélio
Garcia do comando efetivo da política externa brasileira. Essa anomalia
funcional já trouxe um custo extraordinário ao Brasil, ao desmantelar
nossa credibilidade no exterior.

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