O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Edvaldo Moura, voltou a contestar a unificação do processo eleitoral em apenas um dia e a cada cinco anos. Na visão do jurista, além de faltar estrutura para a votação, a medida prejudica o crescimento da consciência política do cidadão.
"Eu tenho para mim que a Justiça Eleitoral não dispõe neste momento de uma estrutura que lhe possibilite realizar a eleição em um só dia, com possívelmente mais de 2 milhões de candidatos", disse o desembargador em entrevista no Jornal do Piauí desta sexta-feira (5).
Edvaldo Moura reafirmou a posição definida na Carta de Teresina, elaborada durante o encontro de presidentes de TREs de todo o Brasil, realizado no mês de abril. O desembargador argumentou que a coincidência de mandatos não só forçará a Justiça Eleitoral a criar uma nova estrutura, como também contribuirá para a redução na participação política. Segundo o presidente, a eleição também tem caráter didático e serve para reforçar a consciência política de cada um.
"Esse eleitor não pode passar cinco anos para votar. Eleição é aprendizagem. Seria ideal que se pudesse fazer eleição durante todos os anos. Mas passar cinco anos sem fazer eleição? Onde está a preocupação com esse nível de consciência crítica do eleitor", questionou o desembargador.
"Eu teno a impressão de que os que defendem com todas as vênias esse tipo de medida estão prestando um desserviço a nossa democracia", completou Edvaldo Moura.
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