A administração da Universidade Estadual do Piauí divulgou um comunicado aos funcionários que na folha do mês de maio deste ano, a Secretaria de Administração não incluiu as gratificações dos professores, para aqueles que tiveram progressão, promoção ou mudança de regime. Ainda segundo a Uespi, a previsão é que 50% das insalubridades dos servidores sejam cortadas.
Um ofício foi encaminhado ao secretário de Administração João Henrique, solicitando seu pronunciamento. A Uespi comunicou que as medidas foram fundamentadas pela Secretaria de Administração do estado como sendo orientações da própria procuradoria geral do Estado. “A Uespi entende que tem autonomia para analisar e indicar as progressões, promoções e mudanças de regime de seus professores”, disse a instituição em nota.
E fontes repassaram ao 180graus, que a redução das insalubridades no governo Zé Filho, não se restringem aos profissionais da Uespi, mas seria extensivo a todos os servidores em educação, e ainda, de pastas como a Secretaria de Saúde, decisão esta do governador, de sua equipe de governo e da procuradoria do Estado, que vem causando revolta das categorias.
Ainda nesta segunda-feira (27/05), a Associação dos Docentes do Ensino Superior da Uespi, se manifestou. Eles explicaram que no caso dos professores, as mudanças de nível (de I para II – por exemplo) e de classe (de professor auxiliar para assistente, de assistente para adjunto, de adjunto para associado) não foram implementadas pelo governo Zé Filho (PMDB), conforme previsão da administração superior e reivindicações dos professores, contrariando o direito previsto em Lei. Além disso, não foram efetuadas mudanças de regime de trabalho dos professores (40h e Dedicação Exclusiva).
“São medidas duríssimas, que desrespeitam o Plano de Cargos, Carreira e Salário da categoria docente, afetando a vida acadêmica de professor e professora que se dedicou para ter acesso a estes direitos, cumprindo todos os requisitos para tal, dentre eles, produção acadêmica em ensino, pesquisa e extensão, publicações, participação em eventos, tempo de serviço e aumento de titulação (no caso da progressão). Também foram reduzidos os adicionais por insalubridade de professores e servidores, direitos também assegurados em lei”, disse a associação em nota encaminhada à imprensa.
'EXIGIMOS RESPEITO'
Ao final da nota, os servidores reforçaram a protesto marcado para esta quarta-feira (28/05) e pediram respeito. "Exigimos do governo Zé Filho respeito aos nossos direitos, ato tempo em que reforçamos o chamado para que toda a comunidade universitária reforce o processo de mobilização e de construção para o dia 28 de Maio, Dia Nacional de Luta das Universidades Estaduais e Municipais. Caso tais ataques sejam mantidos, chamaremos uma assembleia geral que pode culminar inclusive com a deflagração de uma greve. Todos às ruas dia 28 de maio!", diz a nota.
Ao final da nota, os servidores reforçaram a protesto marcado para esta quarta-feira (28/05) e pediram respeito. "Exigimos do governo Zé Filho respeito aos nossos direitos, ato tempo em que reforçamos o chamado para que toda a comunidade universitária reforce o processo de mobilização e de construção para o dia 28 de Maio, Dia Nacional de Luta das Universidades Estaduais e Municipais. Caso tais ataques sejam mantidos, chamaremos uma assembleia geral que pode culminar inclusive com a deflagração de uma greve. Todos às ruas dia 28 de maio!", diz a nota.
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