O Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí (Sindipetro), afirmou na tarde desta segunda-feira (9) que a greve nacional dos petroleiros não está afetando a distribuição de combustíveis e não pode ser considerada a responsável pelo desabastecimento e pelo aumento no preço da gasolina em Teresina.
A categoria afirma ainda que a falta de combustíveis em alguns postos é a estratégia dos empresários para aumentar o preço e consumo. “A tática dos donos de postos de abastecimento é ganhar dinheiro às custas dos petroleiros. Eles se aproveitam do momento e das especulações para enganar o motorista e subir o preço do combustível. E, claro, jogam a responsabilidade em cima da greve”, afirmou o Sindipetro Ceará/Piauí.
A prova de que eles mentem, segundo o Sindipetro, é a resposta divulgada, esta semana, pela própria Petrobrás e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em nota oficial, a estatal "reitera que, apesar do efeito na produção de petróleo e gás no Brasil, resultante do movimento grevista, a distribuição está funcionando dentro da normalidade e não há previsão de desabastecimento do mercado."
A ANP afirmou ainda que “tem como função garantir o abastecimento nacional de combustíveis. No momento, não há risco de desabastecimento”.
Apesar dos esclarecimentos do sindicato, os piauienses já correram para abastecer, e encontraram postos com apenas uma bomba funcionando, e alguns racionando, abastecendo apenas 30 litros de combustível por veículo. Em outros apenas a gasolina aditivada, o diesel e o etanol ainda estão disponíveis.
Segundo uma funcionária de um posto de combustível na Avenida Dom Severino, que não quis se identificar, o caminhoneiro que abasteceu hoje de manhã o estabelecimento garantiu que não sabe quando retornará.
“Ele me disse que estão pressionando o governo para que haja uma redução de impostos e o preço dos combustíveis diminua, pois para os caminhoneiros está muito difícil trabalhar assim. Ele também me disse que não sabe quando abastecerá novamente nosso posto. Vai terminar faltando gasolina em todo lugar”, explicou.
A paralisação dos caminhoneiros já está acontecendo em quase todo o Brasil. Os manifestantes pedem a redução do preço do óleo diesel, a criação do frete mínimo, salário unificado em todo o país e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos, entre outras reivindicações.
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